Por David Yuri / Ian Ferraz

RESENHA 1º DIA

Resenha dos shows de lançamento do Fora do Eixo ao Extremo, que ocorreu nos dias 13 e 14 de março no clube da Asefe (blackout bar), nas 912 sul.

Aconteceu nos dias 13 e 14 de março o esperado lançamento nacional do Fora do Eixo ao Extremo. Os shows marcaram o início de uma movimentação com objetivo de circular bandas da cena de rock pesado, parceiras ou não, da extensa rede de coletivos do Fora do Eixo. E para representar o lançamento nada mais coerente do que convocar os diversos representantes da cena hardcore / metal / punk local, de estados parceiros como São Paulo e porque não, da America Latina!

Cada um dos dias trazia uma vertente em especial e seus “desdobramentos musicais” possíveis. No sábado tivemos as apresentações de Ilustra, Helena, Forsaken (Chile) xLost in Hatex e Nouvelle Gaia (Chile). No domingo, ¿Que Pasa Cabrón?, Galinha Preta, Inkognitta (SP), Death Slam (substituindo o Detrito Federal) e Os Cabelo duro.

No primeiro dia, um público fiel e ativo nas apresentações. A abertura ficou por conta da banda Ilustra. Pegadas rápidas na linha “velha escola” de um post-hardcore, guitarras bem elaboradas e virtuosas puderam ser vistas pelo público somado a dois vocais que alternavam raiva e paixão nas letras.

 Logo após subiu ao palco o Hellena. Metalcore com guitarras modernas e variações particulares que os fãs da banda apreciam e agitam. Em seguida os chilenos do Forsaken, hardcore cru com pegadas 2-step, fez meninos e meninas perderem a timidez e acompanhar as musicas com os clássicos passos de Hardcore Old School e Nova York, sem violência física ou mãos bobas! A quarta banda a se apresentar foi a Lost in Hate. Guitarras rápidas, blast insanos na bateria e guturais cavernosos que já firmaram na cena local seu death/hardcore sXe. Agora era a vez do Nouvelle Gaia, que já se apresentou na cidade em outro momento. A banda voltou à cidade para divulgar seu trabalho mais recente “El arte de engendrar El miedo” lançada pela Varsity Recs em 2008. Um clima apocalíptico tomou conta do ambiente com o público apreciador da banda cantando as músicas e pogando. Ao final do show, pude conversar com o vocalista Cristian, que disse entre outras coisas, ter gostado da receptividade no show, principalmente da organização, e relatou que no seu país existe também esses altos e baixos de publico e a incessante batalha por espaços para promover eventos do tipo. Espero podermos prestigiar mais shows deles num futuro próximo!

RESENHA 2º DIA

Segundo dia do lançamento e a primeira a se apresentar foram os novatos do ¿Que Pasa Cabrón?. O público pode notar um hardcore cru, “tosco” e direto com uma pitada de humor mexicano. Uma apresentação criativa com direito a lançamento de confetes e máscaras de “mucha-lucha”, desafiando os ouvintes a quebrarem o gelo que sempre rola no inicio de cada show. A banda é promissora, mas precisa se dedicar mais aos ensaios e a estender seu set list.

Em seguida veio o Galinha Preta. A mistura de irreverência e grindcore nunca deixa a desejar e há tempos faz sucesso no underground do DF. A Inkognitta (SP) foi o terceiro tiro do dia. sinceramente não consigo enquadrar o som dos caras em nenhuma categoria, o que é ótimo, pois demonstra que a banda se dedica a inovar e brincar com todas as possibilidades de som extremo. Letras políticas que eram “urradas” pelo vocalista Fabiano ecoavam pelo salão. Logo depois rolou o Death Slam, veteranos do Grind velho de guerra, atirando “dardos sonoros” de protesto nos ouvidos do público. Para fechar a noite, Os Cabeloduro, a banda mais antiga do evento que marcou as décadas de 80 e 90 no cenário punk/hardcore de Brasília subiu ao palco para encerrar as atividades do lançamento do Coletivo Escape.