Archive for março, 2010


5º Sindicatto Convida em Cuiabá

SINDICATTO CONVIDA

No próximo dia 27 de março, o Sindicatto Cultural Extremo Oeste promove a quinta edição do Sindicatto Convida. O projeto consiste na apresentação de uma ou duas bandas do coletivo ao lado de bandas convidadas, que não tenham necessariamente afinidades com o hardcore e suas variantes. Nesta edição, o Vietcongs é a banda prata da casa e será acompanhada por Mad Sozen, Lufourdi e projeto Old Boy, este formado por integrantes das bandas Inimitáveis, N3CR, Snorks e Rhox. A festa está marcada para as 22h do sábado e os ingressos custam apenas R$6,00 na portaria.

Histórico – O Sindicatto Convida, que teve quatro edições em 2009, é uma festa sem periodicidade fixa realizada pelo SCEO com o intuito de celebrar a transversalidade do coletivo, que tem como foco o hardcore, mas entende a pluralidade da música cuiabana e busca se integrar aos demais coletivos e estilos.

Por Warlisson Ferreira

O lançamento nacional do sub-circuito Fora do Eixo ao Extremo ocorreu com sucesso em vários pontos espalhados por todo o Brasil, dando uma nova cara para o circuito Fora do Eixo que divulgou em seu Portal uma máteria falando dessas atividades. Isso prova a grande repercurssão dentro do Circuito e mostra a importância desse novo trabalho integrado para as bandas de punk, HC, metal, etc.

Confira a máteria no Portal Fora do Eixo: http://www.foradoeixo.org.br/noticia.php?id=1487 

Em breve mais novidades!

Por David Yuri / Ian Ferraz

RESENHA 1º DIA

Resenha dos shows de lançamento do Fora do Eixo ao Extremo, que ocorreu nos dias 13 e 14 de março no clube da Asefe (blackout bar), nas 912 sul.

Aconteceu nos dias 13 e 14 de março o esperado lançamento nacional do Fora do Eixo ao Extremo. Os shows marcaram o início de uma movimentação com objetivo de circular bandas da cena de rock pesado, parceiras ou não, da extensa rede de coletivos do Fora do Eixo. E para representar o lançamento nada mais coerente do que convocar os diversos representantes da cena hardcore / metal / punk local, de estados parceiros como São Paulo e porque não, da America Latina!

Cada um dos dias trazia uma vertente em especial e seus “desdobramentos musicais” possíveis. No sábado tivemos as apresentações de Ilustra, Helena, Forsaken (Chile) xLost in Hatex e Nouvelle Gaia (Chile). No domingo, ¿Que Pasa Cabrón?, Galinha Preta, Inkognitta (SP), Death Slam (substituindo o Detrito Federal) e Os Cabelo duro.

No primeiro dia, um público fiel e ativo nas apresentações. A abertura ficou por conta da banda Ilustra. Pegadas rápidas na linha “velha escola” de um post-hardcore, guitarras bem elaboradas e virtuosas puderam ser vistas pelo público somado a dois vocais que alternavam raiva e paixão nas letras.

 Logo após subiu ao palco o Hellena. Metalcore com guitarras modernas e variações particulares que os fãs da banda apreciam e agitam. Em seguida os chilenos do Forsaken, hardcore cru com pegadas 2-step, fez meninos e meninas perderem a timidez e acompanhar as musicas com os clássicos passos de Hardcore Old School e Nova York, sem violência física ou mãos bobas! A quarta banda a se apresentar foi a Lost in Hate. Guitarras rápidas, blast insanos na bateria e guturais cavernosos que já firmaram na cena local seu death/hardcore sXe. Agora era a vez do Nouvelle Gaia, que já se apresentou na cidade em outro momento. A banda voltou à cidade para divulgar seu trabalho mais recente “El arte de engendrar El miedo” lançada pela Varsity Recs em 2008. Um clima apocalíptico tomou conta do ambiente com o público apreciador da banda cantando as músicas e pogando. Ao final do show, pude conversar com o vocalista Cristian, que disse entre outras coisas, ter gostado da receptividade no show, principalmente da organização, e relatou que no seu país existe também esses altos e baixos de publico e a incessante batalha por espaços para promover eventos do tipo. Espero podermos prestigiar mais shows deles num futuro próximo!

RESENHA 2º DIA

Segundo dia do lançamento e a primeira a se apresentar foram os novatos do ¿Que Pasa Cabrón?. O público pode notar um hardcore cru, “tosco” e direto com uma pitada de humor mexicano. Uma apresentação criativa com direito a lançamento de confetes e máscaras de “mucha-lucha”, desafiando os ouvintes a quebrarem o gelo que sempre rola no inicio de cada show. A banda é promissora, mas precisa se dedicar mais aos ensaios e a estender seu set list.

Em seguida veio o Galinha Preta. A mistura de irreverência e grindcore nunca deixa a desejar e há tempos faz sucesso no underground do DF. A Inkognitta (SP) foi o terceiro tiro do dia. sinceramente não consigo enquadrar o som dos caras em nenhuma categoria, o que é ótimo, pois demonstra que a banda se dedica a inovar e brincar com todas as possibilidades de som extremo. Letras políticas que eram “urradas” pelo vocalista Fabiano ecoavam pelo salão. Logo depois rolou o Death Slam, veteranos do Grind velho de guerra, atirando “dardos sonoros” de protesto nos ouvidos do público. Para fechar a noite, Os Cabeloduro, a banda mais antiga do evento que marcou as décadas de 80 e 90 no cenário punk/hardcore de Brasília subiu ao palco para encerrar as atividades do lançamento do Coletivo Escape.

Por Warlisson Ferreira / Karen Pimenta

Enfim com o lançamento do Fora do Eixo ao Extremo a Praça da Bandeira foi palco de mais um evento do Coletivo Palafita, só que desta vez, a frente Pólvora Cultural (ex- Extremo Forte Palafita) comandou a noite, mostrando o trabalho de bandas mais pesadas que compõem a frente.

Aproximadamente 600 pessoas lotaram o local e mostraram o quanto à música pesada pode mover fronteiras. Deixando os clichês pra trás, vamos falar um pouquinho de rock and roll.

A noite já começa com muito hardcore, primeiro com a banda Eskrro na linha melódica e com muita velocidade, mostrando ser uma banda nova mais com grande potencial no coletivo. E logo em seguida a galera já conhecida da banda Os Arranjados com vocais frenéticos e performance singular do baterista Renato, que fez o clima HC contagiar a veia da galera. 

A banda Reles faz um show impecável no festival, com uma cara renovada faz um som ainda mais pesado, seguindo o velho padrão de “power trio”. Seattle também se fez presente na voz de Kim, vocalista da Gás 11, além do bom e velho grunge mostrou uma grande presença de palco. Em seguida foi à vez do metalcore da Intruhder, que mais uma vez fez o público pirar, sendo uma das mais comentadas nas prévias do festival.

 

Por fim, uma das apostas para este ano, a banda Profetika que tocou recentemente do Grito Rock Roraima, mais uma vez foi ovacionada pelos presentes. A Profetika realizou uma excelente apresentação com muito Thrash-core e fechou a noite com pedidos afoitos de “quero mais” do público.

Na segunda noite a energia não podia ser diferente, mantendo o mesmo ritmo de público as bandas mandaram muito bem em suas apresentações. A programação inicia com a banda de metal Cerimonial Sombrio, na linha Gothic/Domm marcando com o vocal feminino de Luana em contraste com vocais guturais. Ainda com metal o clima segue intenso, dessa vez com a banda Carnnyvale mandando bala no Thrash oitentista puro, ou seja, “mosh pit” queimando ao som de riffs destruidores e vocais extremos.

                                                                                                                          

E para mudar o clima da noite entra a Domínio Elétrico com muita distorção suja e vocais gritados de Thiago Gama, sempre com uma ótima essência de grunge e punk rock. Trazendo um pouco da nostalgia de Seatle a Big Muff chega destruindo com músicas na linha grunge, levando a galera a loucura com muita pegada e altos berros.

Velocidade, arranjos trabalhados, melodia ao extremo nos vocais, isso resume a Heloim , banda de metal cristão veterena em Macapá que não deixou a desejar em sua apresentação. Agora com a banda Marttyrium a estrutura balançou com um death core de estremecer os ouvidos, vocais guturais, guitarras trampadas, linha de bateria inusitadas, isso tudo resultando na piração geral da galera que acompanhou.

E como não podia faltar um pouco de hardcore ao estilo Califórnia a galera da SPS12 chega sem muita conversa, com direito a mosh do palco durante o show inteiro, mostrando ainda mais energia após as viagens pelos festivais a fora. E encerrando a noite muita rebeldia e atitude com o punk rock da banda Nova Ordem, que como de costume coloca a galera toda pra cantar incansavelmente junto ao vocalista.

Após dois dias de festival a missão está cumprida, o lançamento do Fora do Eixo ao Extremo chegou ao fim com um final vanglorioso, onde todos os pontos do Brasil deixaram a sua marca registrada para esse novo sub-circuito que ainda mostrará grandes surpresas para o ano de 2010.

CONFIRA MAIS EM http://www.polvoracultural.blogspot.com/

 

Por Renata Estevam de Brito

Flyer do lançamento em Patos de Minas

Quebrando a pasmaceira das tardes de domingo, o NAHC – Nova Aliança Hard Core Crew – renovou o perfil dos eventos culturais de Patos de Minas: somente bandas de HC ou com pitadas deste estilo musical. Aos moldes dos saudosos eventos produzidos pela Subcena, o Mosh Fest trouxe bandas de Patos de Minas, Uberlândia e Brasília e, sempre por uma questão social, arrecadou alimentos que serão doados para a Casa das Meninas. Embora o público não tenha sido tão expressivo quanto o esperado, dos eventos que prestigiei foi um dos que houve maior participação no mosh. Ressaltando que a ordem de apresentação das bandas favoreceu a agitação da galera: as bandas se apresentaram das menos pesadas para as de pura pancadaria.

Iniciando, a Blake mostrou que melhorar é possível já que o vocalista Max apresentou maior segurança no palco. Uma mistura de punk, hard rock, grunge e outras coisinhas a mais formam o som da Blake. É um som para quem gosta de pura diversão a começar pela performance de Max (vocal).

Em seguida a Esquiva, de Uberlândia, trouxe para Patos de Minas o HC Melódico, com forte influência de Dead Fish. Segurança e técnica são o que define a banda, a começar pelo vocal seguro de Zé (José Tadeu).

público em patos de minas

público

Também de Uberlândia, a banda Another Rise “tiniu” os ouvidos dos espectadores (isso por causa da agressividade do vocalista que ia do gutural agudo pro grave como se fossem duas pessoas distintas) com uma mistura de Death Metal com HC (Nota: pena que durante a apresentação da banda um pequeno atrito entre os participantes do mosh fez com que a roda esfriasse um pouco... Sinceramente, mosh sim, brigas não!).

Após a turbulência do Another Rise foi a vez do Folego e a primeira que vi um baterista (Renato) precisar de um roadie particular para segurar o bumbo da bateria… A banda Folego apresentou as músicas que já estão na boca da galera e algumas novas como Nova Aliança Hard Core Crew, que contou com um back vocal feito pela platéia. Como sempre, o Folego garantiu o mosh com letras que mostram que é possível mudar o mundo (mesmo que seu o seu mundo interior). Ressaltando a participação de R-Loco (Ricardo Wemerson) que deu uma pitada de gangsta ao HC New York do Folego.

Fechando o evento, a banda brasiliense Senseless, que de cara foi a mais pesada da noite, misturou letras com temática cristã num som mesclado de new metal e hc. Destaque para o cover “Destroy Everything”, de HateBreed. A Senseless contagiou o público que permaneceu até o fim e ouviu atentamente a mensagem positiva que o vocalista Matheus levou nos intervalos das músicas.

O Mosh Fest foi o primeiro evento da NAHC que agora também se torna Ponto Parceiro do Circuito Fora do Eixo. Na ocasião, o referido evento promoveu em Patos de Minas o lançamento nacional do ‘Fora do Eixo ao Extremo’. Esperamos que esta parceria torne mais diversificada a cultura patense promovendo o verdadeiro underground da região.

Por Mikhail Favalessa | Sindicatto Cultural Extremo Oeste
Fotos por Lígia Torres e Manuh Ribas

Celebração. Essa é uma palavra que pode sintetizar a noite do último sábado na Casa Fora do Eixo. O dia era de celebração do hardcore, celebração de uma cultura que já atravessou duas décadas e que, apesar de certa lentidão nos últimos anos (com a invasão dessa geração emocore-2.0-colorido), continua tendo expressão por todo o mundo. Um sinal de que, como o próprio André (vocalista do Nitrominds) disse, “o hardcore está voltando”, é o lançamento do Fora do Eixo ao Extremo – sub-circuito do Fora do Eixo que visa estruturar e dar vazão a bandas de hardcore, punk e algumas vertentes do metal. Além de Cuiabá, outras 6 cidades incluindo Brasília (DF), Uberlândia (MG), Macapá (AP), Anápolis (GO), Patos de Minas (MG) e Porto Velho (RO) também fizeram o lançamento do FDE ao Extremo nesse final de semana, além de Canoas (RS), Vilhena (RO) e Niterói (RJ) que ainda farão nas próximas semanas.

Stay Away por midiasintegradas.

N3CR por midiasintegradas.

A noite em Cuiabá começou com a Stay Away que com seu pop punk fez a galera que tava na rua começar a entrar na Casa. Logo depois, o N3CR subia pra destilar um punk rock que sempre faz todo mundo cantar e pular junto. Vários parceiros de longa data como o gigante Cristiano, que subiu pra cantar uma música com André, ajudaram a festa a ficar bastante animada. Set direto, com cerca de meia hora. Coração palpitando forte já e a expectativa pro show do Rhox.

Rhox por midiasintegradas.

Snorks por midiasintegradas.

O André (vocalista do Nitrominds) não elogiou o Rhox à toa. De fato, eles tocam muito bem! Os grooves do Didier, as levadas do Chenson e os solos do Luiz Guilherme deixam a vida fácil pro Dezão entrar rasgando com a voz. Holocausto é uma música que representa bem isso. O clima de parceria em cima do palco continou com quando Snorks subia ao palco. Os riffs dos hits como “Dias” fizeram o público acompanhar todo o show.

Nitrominds (SP) por midiasintegradas.

Headliner da noite, o Nitrominds (SP) tinha os ventos a seu favor. Muita gente que tava ali, tava pra ver eles, afinal eles tinham deixado um gosto de “quero mais” com o primeiro show deles aqui, no Grito Rock 2009 (só meia hora de show pra uma banda que tem repertório pra mais de uma hora fácil, fácil). E esse repertório veio à tona no último sábado. Eles passearam por toda a discografia de 16 anos de banda com músicas como “Policemen“, “Flowers and Common View“, “On The Road”, “Bjstand and Old Vienna“, “Down and Away“, “Start Your Own Revolution“, “People I Know“, e por aí vai. O ritmo do show não precisa nem pensar muito pra dizer… Frenético do começo ao fim, com rodas rolando direto, mosh e tudo que um show de hardcore de verdade inspira. Aliás, eles também mostraram dois covers de bandas que inspiram eles. Um do Pennywise que vai estar no próximo disco deles (só de compilação) e um outro do Down By Law, esse que fechou o show, mas não satisfez a galera que ficou pedindo “mais um” duas músicas antes (coisa que eles responderam tocando “My America“, uma das melhores do Start Your Own Revolution).

Nitrominds (SP) por midiasintegradas.

~ Veja mais fotos clicando aqui.

Por Marco Henriques (Uganga / Páginas Vazias Zine)
Fotos de Hick Duarte

Uberlândia

Flyer do Lançamento em Uberlândia

No último fim de semana rolou em algumas cidades do país o lançamento do Fora do Eixo Ao Extremo, um novo braço do Circuito Fora do Eixo, mais focado em Hardcore, Metal, Punk e demais vertentes da música pesada. Rolaram shows nos dias 12, 13 e 14 em algumas cidades do páis como Anápolis, Cuiabá, Brasília, Macapá, Patos de Minas e Uberlândia, e é o evento dessa última cidade que vou resenhar aqui.

Uberlândia já tem grande destaque no Circuito Fora do Eixo e no cenário nacional de música independente em geral, apresentando bandas de grande qualidade nos mais variados estilos e mais uma vez mostrou que tem público e tem pessoas envolvidas, com boa vontade e que arregaçam as mangas pra verem as coisas acontecerem.

O evento estava marcado para as 17h do domingo, acabou atrasando um pouco por causa da chuva mas por volta de 6h o Goma, local onde foi realizado o evento, já estava recebendo algumas pessoas em busca de boa música.

One Step Foward

Quem abriu a noite foram os uberlandenses do ONE STEP FORWARD, banda nova que estava fazendo um de seus primeiros shows e que não desapontou os presentes. Comandada pelo baterista Geléia, já velho conhecido do cenário HC de Uberlândia, a banda mandou alguns sons próprios bem influenciados por bandas como Comeback Kid, Sick Of It All, Paint It Black entre outras. O que me chamou a atenção no som dos caras foi como eles souberam casar bem um instrumental rápido, com guitarras remetendo ao Hardcore Melódico e um vocal mais nervoso. Mesmo com o pouco tempo de banda, deu pra notar que os caras estão no caminho certo. Ah, e pra fechar o show mandaram um Sick Of It All pra alegria dos presentes.

John no Arms

Na sequência veio o JOHN NO ARMS, banda formada em Uberaba – MG mas que atualmente está situada em Brasília. O som dos caras é um Rock`N Roll/Punk bem-humorado, com letras falando de cerveja, mulheres, carros velozes e coisas do tipo. Eles já haviam passado por Uberlândia há alguns anos e pra quem estava presente nas duas apresentações ficou visível o amadurecimento e evolução da banda, apresentando um som bem feito, bem executado e que fez com que a galera não perdesse o pique e continuasse movimentando a “pista de dança”. Pra quem gosta de bandas como Ramones, The Cramps, Misfits e Motorhead, taí uma boa dica, ouça o som dessa banda.

Uganga

Continuando a noite, a terceira atração a subir no palco foi o UGANGA, banda que tem como baterista esse que vos escreve. Lançamos nosso terceiro CD no começo desse ano, “Vol.3: Caos Carma Conceito” que saiu pelos selos Incêndio Discos, Goma Discos, Freemind Records e Metal Soldiers (Portugal). Foi nosso segundo show em Uberlândia após o lançamento desse novo trabalho e novamente foi foda. O Dj Vouglas, que está acompanhando a banda nessa nova turnê e não pode comparacer nos últimos dois shows estava presente e tudo saiu conforme o planejado. Fica ae nosso agradecimento pra quem estava lá na frente, bateu cabeça, cantou as músicas e fez dessa noite mais um momento positivo na trajetória do UGANGA. Ah, vale lembrar que nosso novo CD está disponível para download no site do Compacto.REC . Baixa lá!
E já está no ar um video do UGANGA tocando as músicas ‘Zona Árida’ e ‘3XC’ nesse evento. Confira

Forsaken

A quarta banda a tocar foram os chilenos do FORSAKEN. A banda é nova, tem um ano de atividade e conta com integrantes em comum com o NOUVELLE GAIA , banda que fechou a noite. Voltando ao Forsaken, os caras subiram ao palco e o mosh pit já começou a ferver, com direito à chamada “dança violenta”, confeti e serpentina. Isso mesmo, confere e serpentina, tava parecendo carnaval. Pura alegria! Folias a parte, o som do FORSAKEN agradou muito todos os presentes. Com muita energia e velocidade os caras despejaram um Hardcore muito bem feito mostrando que apesar de estar em atividade à apenas um ano, os caras estão bem entrosados. Apesar de o NOUVELLE GAIA ser a “atração principal”, achei o FORSAKEN bem mais foda.

Além dos shows também rolaram algumas banquinhas vendendo/distribuindo material independente como cds, fanzines, camisetas, flyers… o que enriqueceu ainda mais a balada. Outra coisa legal que rolou foi a cobertura do evento realizada pelo coletivo MIU (Midias Integradas Uberlandenses), que além de ter transmitido o evento ao vivo, também entrevistou todas as bandas e manteve a cobertura em tempo real atraves de ferramentas como Twitter, Blog e Flickr. Foda!

Nouvelle-Gaia

Continuando com a música, pra fechar a noite subiram ao palco os também chilenos do NOUVELLE GAIA. E dá-lhe mais mosh pit, dança violenta…e serpentina! O som dos caras é um pouco mais agressivo que o FORSAKEN, com um vocal mais berrado, break-downs, levadas de pedal-duplo e velocidade. Ao contrário do FORSAKEN, o NOUVELLE GAIA já está completando quase 10 anos de estrada, tendo lançado 2 cds. Não foi a primeira vez que eles passaram pelo Brasil e novamente mostraram porque estão entre as principais bandas de HC do Chile.

E assim chegava ao fim o evento. Rolou aquela confraternização das bandas, umas fotos, troca de contatos e o sentimento de dever cumprido. Um salve pra todos os presentes, todos as bandas que tocaram, o pessoal que estava nas banquinhas, MIU, Ávner, Dja e família GOMA, Fora do Eixo Ao Extremo que mostrou que mal começou e já está dando o que falar e a todos que ajudaram pra que o evento acontecesse.
Vida longa ao FDE Ao Extremo! Vida longa a liberdade de expressão! Vida longa a música feita de coração!

Vídeo sobre o Fora do Eixo ao Extremo

A frente de audiovisual do Espaço Cubo (Cuiabá – MT), Próxima Cena,  produziu na última semana um vídeo sobre o Fora do Eixo ao Extremo, em comemoração ao lançamento do sub-circuito. No vídeo, constam algumas imagens de bandas ligadas ao FDE ao Extremo que passaram por Cuiabá durante o Grito Rock 2010, e também uma entrevista com Felipe Dandolini, Coordenador de Planejamento do Sindicatto (ponto FDE ao Extremo em Cuiabá) e membro da frente de planejamento do sub-circuito.

Banda histórica de Minas Gerais é o primeiro lançamento do Compacto do Fora do Eixo ao Extremo

Uganga - Encarte por Compacto.REC.
Uganga (MG) – Lançamento deste mês do Compacto

O Compacto.Rec anuncia o lançamento deste mês – a banda mineira, formada por cinco músicos – Christian (guitarra), Thiago (guitarra e vocal) Ras (baixo e vocal), Marco (bateria) e pelo vocalista Manu “Joker”, ou seja, o Uganga.

O quinteto, já chamado de Ganga Zumba, tem 15 anos de história no rock pesado feito em Minas Gerais (mesmo local que revelou grupos como o Sepultura, por exemplo) apresenta um som resultante da mistura de hardcore e metal, além do visível Groove, recebido do Hip Hop, enquanto as letras tem reflexões acerca do respeito à mãe-natureza, livre arbítrio, dilemas cotidianos e auto-conhecimento. Tudo isso esteve em seus lançamentos anteriores (Atitude Lótus, em 2003, foi o seu primeiro), e agora se faz presente neste CD, “Vol. 3 – Caos Carma Conceito”.

FORA DO EIXO AO EXTREMO

Uganga - Encarte por Compacto.REC.

O Fora do Eixo ao Extremo nada mais é do que um sub-circuito criado baseado nos parâmetros do Circuito Fora do Eixo, que visa estruturar e dar ênfase a bandas mais “pesadas”, como o Hardcore, Punk, e determinadas vertentes do Metal, e ainda, aglutinar novos agentes espalhados em 10 pontos do Brasil até o momento. O lançamento está programado para ocorrer simultaneamente no período de 12 a 14 de março pelo Brasil afora, sendo uma excelente oportunidade para a circulação de bandas pelos pontos do Fora do Eixo, e ainda criando uma nova rota para essas bandas dentro do novo sub-circuito. Cada frente do FDE ao Extremo trabalha em parceria com o seu coletivo, sendo eles: Pólvora Cultural com o Palafita (Macapá – AP), o Sindicatto junto ao Espaço Cubo (Cuiabá – MT), Goma (Uberlândia – MG), BIL (Canoas – RS), Escape com o Esquina (Brasília – DF), Araribóia Rock (Niterói – RJ), PVH Caos (Porto Velho – RO), SOPA (Goiânia – GO), Pequi (Anápolis – GO) e Vilhena Rock (Vilhena – RO).

COMPACTO.REC

O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Os últimos lançamentos deste ano foram Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO), Rinoceronte (RS), Linha Dura (MT), Johnny Suxxx (GO) e recentemente Nevilton (PR). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.

SOBRE O CD

Uganga - Capa por Compacto.REC.

Em Vol.3: Caos Carma Conceito o Uganga continua explorando sua identidade musical, porém com uma dose extra de peso e agressividade. Nas letras, reflexões filosóficas, autoconhecimento e dilemas humanos, como a faixa “O Primeiro Inquilino” que em mais de sete minutos descreve fatos de um assassinato (essa é a primeira parte da história que contará com mais outras duas). O CD traz vários convidados especiais como o guitarrista Fábio Jhasko (ex-Sarcófago) tocando violino, o rapper X (ex-Câmbio Negro), Panda Reis (Oligarquia), Raphael Sapão (Attero), Edson “Zacca” (Seu Juvenal), Guilherme (Krow), o guitarrista Johny Murata da banda de jazz Lumina tocando Sitar, o grupo de rap 3DFato e Leospa, ex-integrante da banda.

Acesse e baixe o CD do Uganga:

www.compactorec.wordpress.com

Uganga - Foot por Compacto.REC.

Por Warlisson Ferreira / Mikahail Favalessa

As articulações do Fora do Eixo ao Extremo já estão rolando a todo vapor. O novo sub-circuito atenderá o cenário brasileiro de punk/hardcore independente e será lançado entre os dias 12 a 14 de março, através de eventos realizados simultaneamente em 10 cidades do país.

Vinculado ao Circuito Fora do Eixo – rede nacional de serviços culturais integrados – o Fora do Eixo ao Extremo funcionará através de pontos como o Sindicatto (Cuiabá – MT), Pólvora Cultural com o Palafita (Macapá – AP), Goma (Uberlândia – MG), BIL (Canoas – RS), Escape(Brasília – DF), Ponte Plural (Niterói – RJ), PVH Caos (Porto Velho – RO), SOPA (Goiânia – GO), Pequi (Anápolis – GO) e Vilhena Rock (Vilhena – RO).

Fora do Eixo ao Extremo já teve sua primeira reunião presencial, que aconteceu logo após o festival Grito Rock Brasília (28 de fevereiro) e contou com a presença dos coletivos Escape, Goma, Pólvora Cultural e Sindicatto. Os presentes discutiram pontos importantes para o novo sub-circuito, como a criação da logomarca institucional e criações dos núcleos de planejamento e comunicação.

E para mostrar que o Fora do Eixo ao Extremo também fornecerá excelentes oportunidades de circulação para as bandas do circuito, vale ressaltar que o Grito Rock Brasília 2010 já contou com uma noite de sua programação dedicada exclusivamente para o cenário HC, contando com a presença das bandas Scalene (DF), A170 (MG), SPS12 (AP), DFC (DF), N3CR (MT) e Dance of Days (SP).

Após o lançamento nacional, teremos mais atividades do sub-circuito. Aguarde!